Por que as pessoas estão morrendo por um salário? (Artigo Revista Você S/A)

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Um artigo publicado pela revista Você S/A em 24/04/19 pela autora Bárbara Nór me chamou bastante à atenção e resolvi colocar alguns trechos dele aqui e refletir sobre o que isso significa para o presente e futuro do mundo corporativo.

Veja o artigo original em: https://exame.abril.com.br/carreira/causa-mortis-trabalho-por-que-as-pessoas-estao-morrendo-por-um-salario/

As pessoas estão morrendo por um salário. Pelo menos, é isso que um professor de comportamento organizacional da Universidade de Stanford, EUA, Jeffrey Pfeffer conseguiu descobrir.

E ainda: Segundo suas estimativas, é possível que o emprego acabe com a vida de 120.000 pessoas por ano nos EUA, gerando, aproximadamente, um prejuízo de 180 bilhões de dólares (ou 8% dos custos total com a saúde).

Leia também: 05 verdades sobre empreender que ninguém te contou

Analisando os dados

Para conseguir chegar nesses números, o professor avaliou os dados coletados  partindo de organismos privados e públicos, corrigindo alguns fatores como gênero, idade e classe social. O resultado disso tudo está presente no livro Dying for a Paycheck- que por enquanto não tem edição no Brasil.

“A Má notícia é que o trabalho está matando- e ninguém realmente se importa”- Jeffrey.

Não é só nos Estados Unidos

Engana-se quem pensa que esse é um problema que acontece só nos EUA. Uma rápida consulta nos dados da Previdência Social do Brasil, apontou que nos primeiros meses do ano de 2018, foram concedidas pelo INSS, 8.015 licenças por transtornos mentais e comportamentos adquiridos em decorrência do serviço- um avanço de 12% se comparado ao no anterior.

Já o afastamento do trabalho por ansiedade ou depressão vem aumentando de forma consecutiva, 05 pontos percentuais. Há uma década, quando esse movimento começou a ser mapeado, as doenças mentais representavam menos de 4% do total.

Assim como nos EUA, aqui no Brasil a conta também têm sido alta. Nos últimos anos (analisando de 2012 a 2016), os gastos públicos com transtornos psicológicos e de comportamento já somaram 784,3 milhões de reais- equivalente a 7% das despesas médicas do país num geral.

O que leva a este resultado?

Situações do dia a dia de trabalho, os baixos salários pagos pelas empresas, a falta de tempo em cuidar da própria saúde seriam alguns dos agentes de causa mortis. Parte, claro, dessa consequência da sociedade moderna que exige que nós fiquemos conectados 24 horas por dia!

Segundo o professor de psicologia da USP, Sigmar Malvezzi, as pessoas possuem dificuldade em se adaptar num ritmo intenso. As mudanças acontecem de forma constante, numa competitividade muito grande. Assim, o mercado acaba sugando o ser humano dele mesmo, a fim de sempre colocá-lo à disposição de outros.

Vários estímulos repetitivos se acabam por tornar o indivíduo reativo, fazendo com que ele não tenha tempo de reflexão e, no limite, autoritário. O que acabamos percebendo é que os projetos de vida passam a ficar cada vez menores. Não é a primeira vez que alguém diz que estamos vivendo numa sociedade desumanizada.

As relações trabalhistas mudam

Este cenário acaba se agravando conforme mudam as relações trabalhistas. Cada dia que passa, vemos mais gente atuando na chamada gig economy, que trabalha fazendo bicos ou prestando algum tipo de serviço extra para complementar a renda.

Um exemplo clássico é o trabalhador que, após o expediente, entra no Uber ou no Rappi para trabalhar ainda mais- o resultado é um monte de gente estressada, que não tem plano de saúde, não tem dinheiro e está sempre buscando e trabalhando para ganhar mais e possuir mais!

Fora ou dentro do mundo corporativo, parece que a maioria se tornou um grande sistema de engrenagens- e que está prestes a ruir.

E o que isso tudo tem a ver com Propósito de Vida, Gabriel?

Simples. As pessoas se submetem a todos estes tipos abusos pois não tem a mínima noção de qual o seu porquê maior nesse mundo. E por conta disso, aceitam o primeiro emprego que as ofereçam. “Mas Gabriel, tá faltando emprego por aí, como você pode dizer isso”.

De fato o cenário de empregos no Brasil é cada vez mais desafiador e dai a necessidade de cada um se reinventar e “criar” seu próprio emprego e eu sempre defendo a bandeira do empreendedorismo, pois essa é a grande solução para o Brasil e para o mundo. Vide cases do Flávio Augusto, Rick Chester, entre outros que saíram de situações bastante humildes para transformarem suas vidas através do empreendedorismo.

O que você acha disso? Me conte abaixo nos comentários!

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